Metodologia
Transparência e rigor metodológico

Como calculamos os riscos

Todas as calculadoras do Estou em Risco? são construídas sobre dados públicos de fontes governamentais e instituições de pesquisa reconhecidas. Esta página documenta nossas fontes, metodologia e limitações — para que você possa avaliar a qualidade das informações antes de usá-las.

Aviso importante

Os resultados das calculadoras são baseados em estatísticas populacionais e têm caráter exclusivamente informativo e educacional. Eles não substituem avaliação médica, psicológica, jurídica ou de qualquer outro profissional especializado. Para decisões de saúde, segurança ou finanças, consulte sempre um profissional habilitado.

Como os cálculos funcionam

01

Seleção das variáveis de risco

Para cada categoria, identificamos os fatores com maior poder preditivo na literatura científica e nos dados populacionais brasileiros. Priorizamos variáveis com evidência robusta e que o usuário pode responder com precisão.

02

Calibração das taxas base

Cada calculadora parte de uma taxa base (base rate) — a prevalência do evento na população brasileira geral. Essa taxa é extraída das fontes oficiais listadas acima e atualizada anualmente.

03

Ponderação dos fatores

Cada fator de risco recebe um peso proporcional ao seu odds ratio ou risco relativo na literatura. Por exemplo, tabagismo aumenta o risco cardiovascular em ~2x, então recebe peso correspondente no cálculo.

04

Cálculo do risco individual

O risco individual é calculado multiplicando a taxa base pelos modificadores de risco de cada fator presente. O resultado é normalizado para uma escala de 0-100% e categorizado em faixas (Baixo, Moderado, Alto, Muito Alto).

05

Validação e revisão editorial

Os cálculos são revisados periodicamente para garantir consistência com as fontes mais recentes. Cada categoria inclui avisos sobre as limitações do modelo e recomendações para consulta profissional quando necessário.

Fontes de dados

Utilizamos exclusivamente fontes públicas e instituições de pesquisa reconhecidas. Abaixo estão todas as fontes organizadas por categoria de risco.

Mercado de Trabalho

CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados)

Ministério do Trabalho e Emprego

Fonte

Dados mensais de admissões e demissões formais no Brasil. Usado para calcular taxas de rotatividade por setor.

PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios)

IBGE

Fonte

Taxa de desemprego, subocupação e informalidade por região, gênero, escolaridade e setor.

Pesquisa de Demissões e Recolocação 2025

Intoo / Gi Group

Fonte

Intenção de demissão das empresas brasileiras para 2025. Base: 500 empresas de médio e grande porte.

Future of Jobs Report 2025

World Economic Forum

Fonte

Projeções globais de automação, criação e eliminação de empregos por função e setor.

Saúde e Doenças

DATASUS — Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM)

Ministério da Saúde

Fonte

Causas de morte, taxas de mortalidade por doença e região. Base para cálculos de risco cardiovascular, câncer e diabetes.

Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas)

Ministério da Saúde

Fonte

Prevalência de fatores de risco (hipertensão, diabetes, obesidade, sedentarismo, tabagismo) por cidade e perfil demográfico.

Pesquisa Nacional de Saúde (PNS)

IBGE / Ministério da Saúde

Fonte

Prevalência de doenças crônicas, comportamentos de saúde e acesso a serviços de saúde no Brasil.

INCA — Instituto Nacional de Câncer

Ministério da Saúde

Fonte

Incidência e mortalidade por tipo de câncer, fatores de risco e dados epidemiológicos nacionais.

Segurança Pública

Anuário Brasileiro de Segurança Pública

Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP)

Fonte

Taxas de homicídio, roubo, furto e outros crimes por estado, cidade e perfil de vítima. Publicação anual com dados consolidados.

Atlas da Violência

IPEA / FBSP

Fonte

Análise espacial e temporal da violência no Brasil. Taxas de homicídio por município, raça, gênero e faixa etária.

Pesquisa de Vitimização

Datafolha / FBSP

Fonte

Prevalência de vitimização por crime (roubo, furto, agressão) e percepção de segurança por região.

Saúde Mental

Pesquisa Nacional de Saúde Mental

Fiocruz / Ministério da Saúde

Fonte

Prevalência de transtornos mentais no Brasil, incluindo depressão, ansiedade e burnout.

State of the Global Workplace

Gallup

Fonte

Índices de engajamento, burnout e bem-estar no trabalho por país. Brasil aparece entre os países com maior desengajamento.

Relatório de Burnout Brasil 2025

Intoo / Gi Group

Fonte

Prevalência de burnout entre trabalhadores brasileiros, setores mais afetados e fatores de risco.

Finanças Pessoais

Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas

Serasa Experian

Fonte

Número de inadimplentes, valor médio das dívidas e perfil do devedor por estado e faixa etária.

Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC)

CNC (Confederação Nacional do Comércio)

Fonte

Percentual de famílias endividadas e inadimplentes por renda, região e tipo de dívida.

Trânsito e Mobilidade

Anuário Estatístico de Acidentes de Trânsito

SENATRAN / DENATRAN

Fonte

Número de acidentes, mortes e lesões por tipo de via, veículo, horário e perfil do condutor.

Observatório Nacional de Segurança Viária

ONSV

Fonte

Análise de fatores de risco em acidentes de trânsito: velocidade, álcool, uso de cinto e capacete.

Limitações do modelo

Dados populacionais, não individuais

As calculadoras estimam probabilidades com base em grupos populacionais com características semelhantes. Fatores individuais não capturados pelas perguntas podem alterar significativamente o risco real.

Defasagem temporal dos dados

Algumas fontes têm periodicidade anual ou bienal. Os dados podem não refletir mudanças muito recentes no cenário econômico, epidemiológico ou de segurança pública.

Heterogeneidade regional

O Brasil tem enorme variação regional. Quando possível, usamos dados estaduais ou regionais, mas algumas calculadoras usam médias nacionais que podem não representar bem realidades locais extremas.

Causalidade vs. correlação

Os fatores de risco identificados são associações estatísticas, não necessariamente causas diretas. A presença de um fator de risco não garante que o evento ocorrerá.

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