Uma mulher é agredida a cada 4 minutos no Brasil. Entenda os fatores de risco.
Uma mulher é agredida a cada 4 minutos no Brasil (FBSP, 2025)
1.467 feminicídios foram registrados no Brasil em 2023 — aumento de 1,6%
70% das vítimas de violência doméstica são agredidas pelo parceiro ou ex-parceiro
Apenas 10% das vítimas registram boletim de ocorrência
Violência doméstica custa R$10,5 bilhões por ano ao Brasil (IPEA, 2025)
A violência doméstica é um problema de saúde pública grave no Brasil. Uma mulher é agredida a cada 4 minutos, e o feminicídio aumentou 1,6% em 2023. A violência não se limita à física — inclui violência psicológica, sexual, patrimonial e moral. Identificar os fatores de risco é fundamental para a prevenção e a busca por ajuda.
Pessoas criadas em ambientes violentos têm maior risco de reproduzir ou aceitar padrões de violência em seus próprios relacionamentos.
A dependência financeira do agressor é um dos principais fatores que impedem vítimas de sair de relacionamentos violentos. Autonomia econômica é um fator protetor fundamental.
Agressores frequentemente isolam a vítima de amigos e família como estratégia de controle. O isolamento dificulta a percepção da violência e o acesso a redes de apoio.
O uso de substâncias pelo agressor está presente em 60% dos casos de violência doméstica grave. Não é causa — é fator de risco que amplifica a violência.
Ciúme excessivo, controle do celular e finanças, isolamento de amigos, humilhações e ameaças são sinais de alerta de relacionamentos abusivos — antes da violência física.
Ter renda própria, conta bancária individual e documentos pessoais em local seguro são medidas fundamentais de proteção e facilitam a saída em caso de necessidade.
Não se isole. Mantenha contato regular com família e amigos. Ter pessoas de confiança que conhecem sua situação é fundamental em casos de emergência.
Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) 24h. Delegacias da Mulher em capitais. CRAM (Centro de Referência de Atendimento à Mulher). Casa da Mulher Brasileira em grandes cidades.
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A Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) é a principal legislação de proteção às mulheres em situação de violência doméstica no Brasil. Prevê medidas protetivas de urgência (afastamento do agressor, proibição de aproximação), prisão preventiva e penas mais severas para agressores.
Sim. A Lei 14.188/2021 tipificou a violência psicológica como crime, com pena de 6 meses a 2 anos de detenção. Inclui: humilhações, ameaças, manipulação, controle excessivo e gaslighting.
Ouça sem julgamento. Não pressione para que ela tome decisões imediatas — sair de um relacionamento violento é um processo. Ofereça apoio prático (guardar documentos, ter um plano de segurança). Informe sobre recursos disponíveis. Mantenha contato regular.
Sim. Estima-se que 20-25% das vítimas de violência doméstica no Brasil são homens, mas subnotificação é muito maior. A Lei Maria da Penha protege mulheres, mas homens podem acionar a Lei 11.340 em casos de violência doméstica em relações homoafetivas ou buscar proteção pelo Código Penal.
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