O Brasil tem uma das maiores taxas de homicídio do mundo. Entenda os fatores que influenciam seu risco.
47.508 homicídios foram registrados no Brasil em 2023 (Atlas da Violência, 2025)
Homens de 15 a 29 anos representam 47,8% de todas as vítimas
Pessoas negras têm 2,7x mais chance de ser vítimas de homicídio que não-negras
Norte e Nordeste concentram as maiores taxas de homicídio por 100 mil habitantes
75% dos homicídios no Brasil são cometidos com arma de fogo
O Brasil registrou 47.508 homicídios em 2023, segundo o Atlas da Violência 2025. Apesar da queda em relação ao pico de 2017, o país ainda tem uma das maiores taxas de homicídio do mundo. O risco não é distribuído uniformemente — ele é fortemente concentrado por gênero, raça, faixa etária e localização geográfica.
Homens jovens (15-29 anos) são o grupo mais vulnerável, representando quase metade de todas as vítimas de homicídio no Brasil.
Estados do Norte e Nordeste têm taxas de homicídio significativamente maiores. Dentro das cidades, áreas periféricas com menor presença do Estado têm risco muito superior.
Morar em áreas com alta concentração de grupos criminosos ou disputas territoriais aumenta exponencialmente o risco de vitimização.
Uma parcela significativa dos homicídios no Brasil ocorre em contextos de conflitos domésticos, desentendimentos ou disputas pessoais — não apenas em contextos de crime organizado.
Mantenha-se informado sobre a dinâmica de segurança do seu bairro. Participe de conselhos comunitários de segurança quando disponíveis.
A maioria dos homicídios não é aleatória. Evitar conflitos, especialmente em situações de consumo de álcool, reduz significativamente o risco.
Comunidades coesas com laços sociais fortes têm menores taxas de violência. Conhecer vizinhos e participar da vida comunitária cria proteção coletiva.
Se você está em situação de risco por conflito doméstico ou ameaça específica, busque a Delegacia de Polícia ou o Ministério Público para medidas protetivas.
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Os dados mostram uma tendência de queda desde o pico de 2017 (63.895 homicídios), mas o Brasil ainda registra taxas muito acima da média mundial. A queda foi mais pronunciada no Nordeste, que havia liderado o aumento na década anterior.
As principais causas são: conflitos relacionados ao tráfico de drogas e crime organizado, violência doméstica e feminicídio, conflitos interpessoais e desentendimentos, e intervenções policiais. A distribuição varia significativamente por região.
Sim. O Brasil registrou 1.467 feminicídios em 2023, um aumento de 1,6% em relação ao ano anterior. O feminicídio representa 28,6% de todos os homicídios femininos no país.
Existe correlação forte entre desigualdade de renda (medida pelo Índice de Gini) e taxas de homicídio. Municípios com maior desigualdade tendem a ter mais violência letal, segundo estudos do IPEA.